Caro leitor, o texto ficou uma merda. É daqueles textos que você lê algo na Internet, acha legal e tenta criar algo parecido porque acha que o seu ficará maneiro também. Doce ilusão. É provavel que ele fique por aqui por pouco tempo, depois vá para a reciclagem do blog. Bem, é isso. Se se sentir motivado, prossiga a leitura.
Era fevereiro e aquela brisa gostosa de verão afagava meus cabelos.
Eu ia vê-lo!
Depois de séculos, finalmente ia encontrá-lo.
Expectativas grandes, coração na garganta.
E então, aconteceu. Você me cumprimentou com pressa, como se eu fosse uma colega de trabalho que você encontra todo dia. Não perdeu tempo com formalidades ou acomodações de minha parte, apenas pegou minhas coisas, jogou em seu quarto, perguntou se eu queria uma água ou algo assim – porque suas cervejas haviam acabado na noite anterior – e disse para eu me apressar, pois seus amigos estavam esperando.
Como sempre, fui compreensiva e me culpei realmente por ter chego tão tarde – embora a culpa tenha sido da companhia de ônibus. Soltei meu cabelo e nem ao menos troquei meu all star surrado por algum sapato que eu julgaria decente para a ocasião. Quando vi, estávamos rumo ao seu show babaca – que, na época, eu achava babaca também, mas eu tolerava. Por você.
Chegando lá, você conseguiu economizar mais ainda nas formalidades e não me ofereceu nem água. Apenas me largou em um canto e foi falar com seus amigos. Eu tentava abraçar-lhe, mas você esquivava-se. De repente, percebi olhos raivosos em minha direção. Pergunto a você, você simplesmente ri e diz “ela está com ciúmes de você, como pode?”. Fiquei um pouco confusa, mas relevei, abstrai, como sempre fiz. Para não criar conflito. Para ficar tudo bem.
No final da noite eu não o achava, até que o vi com a mesma garota dos olhos raivosos, conversando animadamente. Pedi licença e pedi para ir embora. A noite que se seguiu foi uma das mais bonitas da minha vida, não porque houve romantismo ou luxúria, muito pelo contrário. Minha mente até então imatura, enxergou em você um ser puro que não precisava dos prazeres carnais. Descobri que o amava e muito. E era de verdade.
No dia seguinte, continuei crente de que você era o amor da minha vida. Acreditei por muito tempo, aliás. Hoje, muito tempo corrido, percebo que talvez tenha sido amor, sim. Mas, para você, eu não havia passado de uma substituta que alimentava seu vício pelo fascínio. E você não descansou até que houvesse sangue, porque você adora quando o sangue jorrado é por você. Pelo menos a nossa história nunca chegou a acontecer de verdade, eu me sentiria suja. Parte de mim ainda vê pureza em tudo isso. É o meu eterno paradoxo.